Tudo sobre Produção Musical

Música eletrônica pop dos Anos 80 e maneiras de produzir esses sons

A música eletrônica pop dos anos 80, mais precisamente o synthpop, electropop, new wave e outras variações, é marcada por snares (caixas) fortes e com muito reverb, sintetizadores analógicos/digitais e com sons muito característicos das então primeiras drum machines, popularizadas naquela década, juntamente com melodias e refrões marcantes. Essa é uma descrição bem resumida, claro. Para entender melhor, vamos usar como exemplo 2 músicas de uma pitoresca dupla pop chamada Modern Talking: Cheri Cheri Lady / You’re My Heart, You’re My Soul. Eu sei, é muito comédia os clipes e os figuras em si, até o som é de certa forma engraçado, os falsetes, o naipe dos caras, as letras repletas de clichês e sem muitas variações entre elas. Os vídeos são RICOS em tantos momentos de piadas prontas que eu não saberia nem por onde começar. Mas esse não é o foco, o fato é que esse tipo de som é a cara dos anos 80, era um pouco do que tocava nas pistas e no rádio. Nessa onda os figuras venderam nada menos que 120 milhões de discos no mundo inteiro, portanto foram influências diretas e indiretas na sonoridade daqueles anos e dos próximos.

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Centenas de presets para o Reason

O Reason da Propellerhead já vem com bons presets de fábrica no refill original que vem com o software. Mas não são suficientes, se você quer ter uma variedade maior de timbres para os samplers e sintetizadores.

Deste modo, você pode ampliar sua coleção escolhendo e baixando algumas centenas de milhares de bons sons para suas produções nessa página do Reason Station. São presets para o Subtractor, Malström, Thor, Combinator, NN19, NN-XT, ScreamREX Loops, reffils inteiros gratuitos e muito mais.

O ideal é fazer os downloads selecionando muito bem o que pode ser útil e o que não tem utilidade, e organizar sua biblioteca para que fique enxuta e produtiva.

500mb de loops e samples free para download

A empresa Prime Loops liberou por tempo limitado um pack com mais de 500mb de samples e loops free para download. Essa coleção de loops foi retirada dos pacotes que a empresa vende, tais como NYC Piano Sessions, Dubstep Nation, Ghetto House Grooves, Orchestral Scores, entre outros. Segundo consta são loops de extrema qualidade e royalty free, para utilizar nas suas produções.

Clique aqui para baixar.

Bom lembrar que loops prontos são para serem usados com parcimônia e bom senso. Editando o máximo que puder, picotando, filtrando, revertendo, reorganizando, mudando o tom, e geralmente mais como um complemento de uma idéia do que a base inteira de uma track. Digo isso porque as lojas de venda de música eletrônica estão cheias de pseudo-produtores que juntam meia dúzia de pre-made loops e já se acham produtores de fato. Vamos criar e realmente compôr, produção de música eletrônica não é apenas juntar bloquinhos sonoros prontos que se escutam em comerciais de margarina e sabão em pó, isso não é arte nem criação musical legítima.

via Synthtopia

Produzindo Dubstep com o Sound Forge

O título do post não está errado. Qualquer um que entende de produção musical, que entende de softwares de áudio, sabe que o Sound Forge é um editor de áudio, não uma ferramenta para compôr e produzir música. Mas não é o que um dos grandes nomes do dubstep prova. Burial é o alterego do produtor William Bevan (leia mais sobre ele ali no link). Ele afirma que produz suas tracks usando o Sound Forge. Analisando a complexidade dos beats e texturas sonoras, me parece impossível que ele não tenha utilizado um sequenciador. Nos foruns e blogs mundo afora, produtores, djs e demais especialistas também dizem o mesmo. Mas ele afirma que sim, que tudo foi feito com fragmentos sonoros, copiando e colando samples, imagino que num trabalho hérculeo para sincronizar e ajustar tudo. Tem que ter uma boa dose de talento. E o som dele é fantástico, os albuns que lançou foram premiados e muito elogiados pela crítica especializada. Escute um exemplo do future dub cavernoso do Burial e leia mais  sobre o estilo:  O que é dubstep?

Editores de Áudio

Um bom editor de áudio é fundamental para um produtor musical. O nome já é auto-explicativo, a função de um editor é editar o áudio. Com um software do tipo você faz funções básicas de recortar, copiar, colar, aplicar fade in, fade out, conversões de formatos, até funções mais complexas de masterização e finalização, só para citar algumas.

Usa para samplear, loopar, lapidar samples e loops. Pode também gravar coisas nele.

Para quem usa windows, o editor  mais utilizado e que cumpre bem o papel de trabalhar com áudio é o Sound Forge da Sony. Tem também o Wavelab da Steinberg, que promete ser mais profissional, mas que no fundo faz a mesma coisa que o 1º, com pequenas diferenças irrelevantes no geral.

Outro editor de áudio muito famoso é o Audacity, ele é freeware, ou seja, grátis para fazer o download e utilizar sem problemas. Funciona em ambiente windows, mac e linux. Visualmente ele é menos atrativo do que os outros dois, mas isso não quer dizer que seja menos eficiente.

Alguns sequenciadores e DAW’s (Digital Audio Workstation) de certa forma dispensam o uso de um editor de áudio, é o caso do Pro Tools por exemplo, que já têm integrado um editor de áudio eficiente. Mas acredito que mesmo quem trabalha com Pro Tools não vai querer abri-lo toda vez que precisar fazer edições simples e rápidas. O FL Studio também tem um editor, chamado Edison. Funciona como plugin ou standalone. O Adobe Audition é outro potente editor de áudio, é também sequenciador, gravador, uma workstation completa, assim como o BIAS Peak Pro.

Eu uso o Sound Forge há pelo menos 10 anos, para minhas necessidades ele funciona bem.

O que é VST e VSTI?

Os instrumentos VST agilizaram e muito no processo de criar música. A arte da produção musical em home studios e em estúdios profissionais ganhou muito com esses instrumentos virtuais, hoje em dia eles substituem com competência os teclados sintetizadores e módulos de efeitos, ambos caros e dispendiosos. Além do que esses plugins não ocupam nenhum espaço físico, é outra vantagem a ser citada.

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Breakbeats, Drumloops e Beats Clássicos Sampleados no Hip Hop

O sampling é uma coisa comum na produção de música eletrônica. Extraem-se pequenos trechos musicais, que chamamos de samples, e isso é reorganizado, sequenciado e editado, para dar vida à novas composições. No hip hop – que também é música eletrônica – não é diferente, desde sempre o rap se caracteriza pelas colagens musicais, com beats e loops que são criados para os MC’s rimarem em cima. Ou não também, no caso de ser hip hop instrumental. Continue lendo…

Todos atalhos do Ableton Live

Atalhos são ótimos para agilizar o processo de produção e criação musical. Estamos falando do Ableton Live, e você não precisa depender apenas do mouse para efetuar os ajustes e acessar as funções do software. Pode e deve utilizar os atalhos do teclado, e como são nada menos que 150 atalhos, a melhor maneira de decorá-los é um papel de parede com todos eles.

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Tutorial de Compressão Sidechain no Reason 4

Compressão side chain (sidechain compressor) é também chamada de ducking. Na produção de música eletrônica atual, é fundamental utilizar esse efeito, ou ao menos aprender como se faz e o que é, pois certamente você produtor vai precisar usar em algum momento essa técnica. Sem entrar em muitos detalhes, esse recurso faz com que, se você tem notas de baixo batendo junto com o kick, o compressor naturalmente abaixa o volume das notas que estão conflitando com o kick. Em cada batida. Assim os seus kicks ficam mais potentes, sobressaem-se mais, as freqüencias não se misturam.

Não precisa ser necessariamente basslines, você pode utilizar sidechain compression em qualquer instrumento ou finalidade, desde que entenda a lógica da coisa e saiba aplicar quando necessário. Isso é muito utilizado desde sempre em disco house. No electro também.  Mas nem de longe é exclusivo desses estilos, os mais variados tipos de produções  costumam se valer desse tipo de compressão, do pop ao rock, do hip hop ao psytrance. A impressão que dá é que o som “respira” a cada vez que o bumbo bate. Isso dá uma dinâmica no áudio.

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The Prodigy no Ableton Live

É isso que o ucraniano Jim Pavloff faz e muito bem, recria músicas da banda Prodigy (que tenho todos cds originais, exceto os dois últimos, acho. – Então não são todos, rapaz. – Mas um dia eram todos, depois lançaram novos e não comprei, por não comprar mais cds e por meu gosto musical ter, não se distanciado, mas diversificado bastante, digamos assim. Mas continuo gostando.) no Ableton Live utilizando os samples originais, direto da fonte. Com alguns cliques, cortes, ajustes e muito talento, o produtor reproduz com perfeição os sons da banda The Prodigy. Ele já fez isso com 2 músicas, Smack My Bitch Up e recentemente com a Voodoo People.

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